terça-feira, 1 de maio de 2012

uma casinha qualquer no colo da serra



Há muito tempo tenho este blog, ele já passou por diversas modificações, propostas, mas desde o início o intuito era dialogar com você, leitor, e apresentar um pouco do cotidiano por este que aqui vos fala. A ideia era mostrar não apenas fatos, mas também produções textuais, fotográficas, ou mesmo falar sobre assuntos diversos.

Eis que muitos anos após a definição do domínio, e alguns meses após a última reformulação, apareço aqui para contar um pouco sobre uma experiência incrível que vivi neste último fim de semana.

O título deste post, trecho da música “No colo da serra”, do cantor Toquinho, bem poderia representar toda a experiência vivida no Estado de Santa Catarina, se não representasse apenas uma das imagens predominantes nas cidades visitadas.

Nossa história começa na maravilhosa EACH | USP (Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo), quando dois professores do curso de Lazer e Turismo decidiram desenvolver uma viagem técnica para o Estado de Santa Catarina, mais precisamente para as cidades de Anitápolis e Santa Rosa de Lima, para conhecer e apresentar um projeto incrível desenvolvido pela comunidade, a Acolhida na Colônia.

Aproximadamente 90 pessoas, 2 ônibus, uma viagem de mais ou menos 17 horas e um destino incrível. Saímos de São Paulo às 8 horas do dia 27 de abril de 2012 rumo a esse lugar que, com uma simplicidade e riqueza natural incrível, conquistou a todos.

Seria apenas mais uma viagem técnica, não fosse uma turma animada, e bem agitada por sinal, que com um pandeiro e muita disposição animaram a viagem de 17 horas de ida. Incomodaram alguns é claro, mas de modo geral, tornaram a viagem bem mais agradável.

Chegando a nosso destino que esperar, absolutamente nada. Todas as expectativas superadas por pessoas que nos acolheram como a amigos. A relação comercial hóspede-anfitrião desaparece no primeiro contato. Ao chegarmos, cada grupo em sua respectiva pousada, somos recebidos, às onze horas, meia note, com um sorriso no rosto e um convite para uma janta ainda quentinha, que nos fez esquecer por alguns instantes os 11° que tornavam a noite muito gelada.

Em meio às montanhas e com um céu nublado, não se via nada mais além de nossos olhos a não ser a luz da lanterna guiando nosso caminho até nosso chalé.


Ao acordar, qual não é nossa surpresa... ao abrir a janela, uma paisagem deslumbrante se mostrava bem em frente a nossos olhos, e o sol, clareando o horizonte, nos mostrava a imensidão daquele lugar escondido em algum canto do paraíso.

Após um café da manhã delicioso, hora de conhecer um pouco daquele ambiente e de seus moradores, conversamos muito, uma conversa agradável e bem familiar. Naquele momento, nem mesmo a ideia de viagem técnica passava pela nossa cabeça, mas sim, a ideia e certeza de um bate papo amigo, entre convidados e anfitriões, não apenas trocamos impressões sobre as diferenças culturais, mas apreciamos os momentos e tentamos aprender com nossos novos amigos, a Família Assing.

Uma conversa agradável, durante alguns minutos ao redor de uma mesa onde a comida nunca acabava, nos mostrou o quão apaixonante é morar ali, em meio a uma paisagem deslumbrante. Uma volta pela propriedade da família, e logo mais, histórias de família e mais troca de experiências.


Um obrigado especial a essa família incrível e encantadora.
A você leitor, deixo a dica para conhecer esse lugar fantástico, mas se pensa que acabou está muito enganado... esta viagem rendeu muitas histórias, que aos poucos irei contando.

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