Há muito tempo tenho este blog, ele
já passou por diversas modificações, propostas, mas desde o início o intuito
era dialogar com você, leitor, e apresentar um pouco do cotidiano por este que
aqui vos fala. A ideia era mostrar não apenas fatos, mas também produções
textuais, fotográficas, ou mesmo falar sobre assuntos diversos.
Eis que muitos anos após a definição
do domínio, e alguns meses após a última reformulação, apareço aqui para contar
um pouco sobre uma experiência incrível que vivi neste último fim de semana.
O título deste post, trecho da música “No
colo da serra”, do cantor Toquinho, bem poderia representar toda a experiência
vivida no Estado de Santa Catarina, se não representasse apenas uma das imagens predominantes nas cidades visitadas.
Nossa história começa na maravilhosa
EACH | USP (Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São
Paulo), quando dois professores do curso de Lazer e Turismo decidiram
desenvolver uma viagem técnica para o Estado de Santa Catarina, mais
precisamente para as cidades de Anitápolis e Santa Rosa de Lima, para conhecer
e apresentar um projeto incrível desenvolvido pela comunidade, a Acolhida na
Colônia.
Aproximadamente 90 pessoas, 2 ônibus,
uma viagem de mais ou menos 17 horas e um destino incrível. Saímos de São Paulo
às 8 horas do dia 27 de abril de 2012 rumo a esse lugar que, com uma
simplicidade e riqueza natural incrível, conquistou a todos.
Seria apenas mais uma viagem técnica,
não fosse uma turma animada, e bem agitada por sinal, que com um pandeiro e
muita disposição animaram a viagem de 17 horas de ida. Incomodaram alguns é
claro, mas de modo geral, tornaram a viagem bem mais agradável.
Chegando a nosso destino que esperar,
absolutamente nada. Todas as expectativas superadas por pessoas que nos
acolheram como a amigos. A relação comercial hóspede-anfitrião desaparece no
primeiro contato. Ao chegarmos, cada grupo em sua respectiva pousada, somos
recebidos, às onze horas, meia note, com um sorriso no rosto e um convite para
uma janta ainda quentinha, que nos fez esquecer por alguns instantes os 11° que
tornavam a noite muito gelada.
Em meio às montanhas e com um céu nublado, não
se via nada mais além de nossos olhos a não ser a luz da lanterna guiando nosso
caminho até nosso chalé.
Ao acordar, qual não é nossa surpresa... ao
abrir a janela, uma paisagem deslumbrante se mostrava bem em frente a nossos
olhos, e o sol, clareando o horizonte, nos mostrava a imensidão daquele lugar
escondido em algum canto do paraíso.
Após um café da manhã delicioso, hora
de conhecer um pouco daquele ambiente e de seus moradores, conversamos muito,
uma conversa agradável e bem familiar. Naquele momento, nem mesmo a ideia de
viagem técnica passava pela nossa cabeça, mas sim, a ideia e certeza de um bate
papo amigo, entre convidados e anfitriões, não apenas trocamos impressões sobre
as diferenças culturais, mas apreciamos os momentos e tentamos aprender com
nossos novos amigos, a Família Assing.
Uma conversa agradável, durante
alguns minutos ao redor de uma mesa onde a comida nunca acabava, nos mostrou o
quão apaixonante é morar ali, em meio a uma paisagem deslumbrante. Uma volta
pela propriedade da família, e logo mais, histórias de família e mais troca de
experiências.
Um obrigado especial a essa família
incrível e encantadora.
A você leitor, deixo a dica para
conhecer esse lugar fantástico, mas se pensa que acabou está muito enganado...
esta viagem rendeu muitas histórias, que aos poucos irei contando.
